Doença bipolar
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Doença bipolar
Foi-me recentemente diagnosticada esta doença, a doença bipolar. qndo me foi feito o diagnostico, parece q o chao me fugiu debaixo dos pés. Já ouvira falar da doença mas nunca pensei que me batesse à porta. é o tipo menos comum, isto é, o menos grave, dado q as oscilações de humor são menores. No entanto, nesta fase em q tive de abandonar o trabalho e me sinto sp sonolenta, nao posso conduzir, e apesar disso estou sp consciente de quem sou, mantendo a minha inteligencia, a minha capacidade de amar e ser amada, sinto q tudo isto veio abalar com todo o meu ser...sinto-me só e sinto q neste momento precisava de uma namorada, alguem que cuidasse de mim, q compartilhasse estes momentos de recuperação, de habituação a nova medicação. No entanto, as mulheres q se interessam por mim, ao saberem da doença, pq sou uma pessoa honesta, afastam-se, magoando-me, reforçando a consciencia q tenho de como se ela me incapacitasse de amar...é doloroso. ha dois anos terminei uma relação de 5 anos e depois entrei numa depressao grande. entretanto a seguir, tive quatro relacionamentos falhados. Qndo falo sb eles a novas mulheres q se interessam por mim, lá está, pq sou honesta e admito os meus erros, elas tem medo e iniciam um processo de afastamento. O q fazer perante isto? O que fazer perante a descrença dos outros na minha recuperação? O q fazer qndo se sente q por mais sinceros q sejamos, não é suficiente, não basta, não acreditam em nós. Um doente bipolar, não é um mentiroso, não é uma pessoa q não poderá levar uma vida perfeitamente normal e estável...sofre-se com o estigma, o estigma q é para nós e o estigma q é para os outros...
E senti q precisava de desabafar. Pode ser q entre vós haja outros casos...pessoas q me possam ajudar...
Bjinho a todas e continuem a acreditar no amor, como eu ainda acredito...
E senti q precisava de desabafar. Pode ser q entre vós haja outros casos...pessoas q me possam ajudar...
Bjinho a todas e continuem a acreditar no amor, como eu ainda acredito...
Liliana Leite- Recruta

- Número de Mensagens: 21
Idade: 31
Data de inscrição: 07/07/2009
Re: Doença bipolar
Olá, Liliana!
Vim rapidinho responder o seu post, porque neste momento eu deveria estar terminando um trabalho... Mas achei muito legal que você compartilhasse com a gente um pouco de você mesma, da sua doença e deste momento que vive.
Olha, eu tenho dois grandes amigos que sofrem de síndrome bipolar, uma delas é heterossexual, casada e o outro é gay, solteiro. Mas eles têm uma coisa em comum: nenhum dos dois jamais permitiu que a doença afetasse a vida amorosa deles!
A minha amiga hetero conheceu o marido dela depois de ter sido diagnosticada, ela simplesmente começou a namorar com ele, avisou que tomava remédio controlado por causa da sindrome bipolar, e pronto, o relacionamento se focou nas coisas que ambos tinham em comum, nos gostos similares, no bem que se sentiam estando juntos, etc. O que quero dizer é que se você ficar falando na sua doença o tempo todo ou dando importância demais para ela, é claro, assusta as pessoas. Você quando conhecer alguém tem que ser sincera, menciona que toma remédio, que tem uma doença, mas não faz da doença o centro da sua vida, não dá para essa doença maior importância da que ela tem. A melhor forma de demonstrar a alguém que a doença não vai afetar o relacionamento de vocês em nada é , exatamente, demonstrando que ela não afeta a tua vida em nada, que você vive a sua vida normalmente e vai continuar vivendo normalmente quando estiver num relacionamento.
O meu amigo gay que também tem síndrome bipolar teve que aprender isso da forma mais complicada, ele perdeu o emprego e um casamento de 12 anos simplesmente porque um dia decidiu que não queria mais tomar o remédio indicado pelo seu médico. Ele perdeu totalmente o controle da própria vida, o parceiro dele se afastou por não aguentar mais ficar do lado de uma pessoa totalmente desequilibrada. Depois de dois anos sem tomar o remédio, meu amigo voltou a ir ao médico e reiniciou o tratamento com os medicamentos indicados e pronto, retomou as rédeas da sua vida e aprendeu a lição de que para que essa doença não se torne o centro da sua vida, o fato ao redor do qual a vida toda gira, é preciso mantê-la sob controle com medicamentos, deixá-la num "cantinho" da vida sempre sob controle, mas sem permitir que tudo gire em torno a ela. Hoje em dia ele está solteiro, mas não é por ter síndrome bipolar, ele fala para os namorados que tem a síndrome, que toma remédio, que de vez em quando precisa ir ao médico, mas não faz disso o "grande evento da vida", ele tem muita mais coisa para mostrar às pessoas do que o historial clínico, fala das suas viagens, de literatura (é doutor em literatura), do seu trabalho, dos seus planos para o futuro, em fim, a doença é apenas um detalhezinho da vida dele, não o centro das atenções.
Acredito que deveia ser a mesma coisa com você, mantenha a sua doença sob controle com os medicamentos adequados, mas se preocupe em cultivar outras coisas para ter o que mostrar às pessoas que se aproximam de você, encante-as com o seu charme e mostre que a sua doença não faz de você um ser humano menos interessante e menos apaixonante. Não se preocupe tanto em ter uma namorada, se preocupe mais em cultivar a sua vida, leia muitos livros, ouça muita música, saia muito, seja alegre, ria muito, queira conhecer gente para fazer amizades e não para conseguir namorada, cuide da sua saúde, cuide de você, se preocupe em ser uma pessoa feliz e agradável. Como dizia Charles Chaplin: "O segredo não é correr atrás das borboletas, mas cuidar do seu jardim para que elas venham até voce."
Grande abraço para você e tudo de bom neste periodo complicado da sua vida.
Vim rapidinho responder o seu post, porque neste momento eu deveria estar terminando um trabalho... Mas achei muito legal que você compartilhasse com a gente um pouco de você mesma, da sua doença e deste momento que vive.
Olha, eu tenho dois grandes amigos que sofrem de síndrome bipolar, uma delas é heterossexual, casada e o outro é gay, solteiro. Mas eles têm uma coisa em comum: nenhum dos dois jamais permitiu que a doença afetasse a vida amorosa deles!
A minha amiga hetero conheceu o marido dela depois de ter sido diagnosticada, ela simplesmente começou a namorar com ele, avisou que tomava remédio controlado por causa da sindrome bipolar, e pronto, o relacionamento se focou nas coisas que ambos tinham em comum, nos gostos similares, no bem que se sentiam estando juntos, etc. O que quero dizer é que se você ficar falando na sua doença o tempo todo ou dando importância demais para ela, é claro, assusta as pessoas. Você quando conhecer alguém tem que ser sincera, menciona que toma remédio, que tem uma doença, mas não faz da doença o centro da sua vida, não dá para essa doença maior importância da que ela tem. A melhor forma de demonstrar a alguém que a doença não vai afetar o relacionamento de vocês em nada é , exatamente, demonstrando que ela não afeta a tua vida em nada, que você vive a sua vida normalmente e vai continuar vivendo normalmente quando estiver num relacionamento.
O meu amigo gay que também tem síndrome bipolar teve que aprender isso da forma mais complicada, ele perdeu o emprego e um casamento de 12 anos simplesmente porque um dia decidiu que não queria mais tomar o remédio indicado pelo seu médico. Ele perdeu totalmente o controle da própria vida, o parceiro dele se afastou por não aguentar mais ficar do lado de uma pessoa totalmente desequilibrada. Depois de dois anos sem tomar o remédio, meu amigo voltou a ir ao médico e reiniciou o tratamento com os medicamentos indicados e pronto, retomou as rédeas da sua vida e aprendeu a lição de que para que essa doença não se torne o centro da sua vida, o fato ao redor do qual a vida toda gira, é preciso mantê-la sob controle com medicamentos, deixá-la num "cantinho" da vida sempre sob controle, mas sem permitir que tudo gire em torno a ela. Hoje em dia ele está solteiro, mas não é por ter síndrome bipolar, ele fala para os namorados que tem a síndrome, que toma remédio, que de vez em quando precisa ir ao médico, mas não faz disso o "grande evento da vida", ele tem muita mais coisa para mostrar às pessoas do que o historial clínico, fala das suas viagens, de literatura (é doutor em literatura), do seu trabalho, dos seus planos para o futuro, em fim, a doença é apenas um detalhezinho da vida dele, não o centro das atenções.
Acredito que deveia ser a mesma coisa com você, mantenha a sua doença sob controle com os medicamentos adequados, mas se preocupe em cultivar outras coisas para ter o que mostrar às pessoas que se aproximam de você, encante-as com o seu charme e mostre que a sua doença não faz de você um ser humano menos interessante e menos apaixonante. Não se preocupe tanto em ter uma namorada, se preocupe mais em cultivar a sua vida, leia muitos livros, ouça muita música, saia muito, seja alegre, ria muito, queira conhecer gente para fazer amizades e não para conseguir namorada, cuide da sua saúde, cuide de você, se preocupe em ser uma pessoa feliz e agradável. Como dizia Charles Chaplin: "O segredo não é correr atrás das borboletas, mas cuidar do seu jardim para que elas venham até voce."
Grande abraço para você e tudo de bom neste periodo complicado da sua vida.
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O amor é paciente. O amor é amável. O amor não inveja, não ostenta.
O amor não é orgulhoso. O amor não é rude, não procura o seu próprio interesse.
O amor não se irrita facilmente, não guarda memória dos erros.
O amor não se alegra com o mal, mas regozija-se com a verdade.
Ele protege sempre, ele confia sempre, ele tem sempre esperança,
ele tem sempre perseverança. O amor nunca falha.

~Angel~- 2ºSargento

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Idade: 30
Localização: Faro, Portugal
Data de inscrição: 05/03/2008

Obrigada pelas palavras...e pela força
ola angel,
Tens razao em tudo o q disseste. Sem duvida que a minha vida nao é apenas este detalhe, da doença, q é perfeitamente controlavel. Na minha vida tenho tanta coisa de q gosto, e tanta coisa de que gostava de partilhar com alguem especial...a minha pintura, o desenho, a minha escrita, o conviver com os amigos, as minhas conversas maliciosas que tanto fazem rir, o jogar snooker, matrecos, o ver filmes, series, o ensinar que até ha pouco tempo era a minha profissao, estando neste momento de baixa medica e a repensar se realmente devia ter sido essa a minha escolha e por isso até ao fim do ano, terei de resolver isso...mas sobretudo há algo tao bom em mim q ainda nao encontrei com quem partilhar e a isso se chama amor. O que escrevo neste momento é sb isso, sb a intensidade de um sentimento q por nao poder viver neste momento, o vivo de um modo imaginário...nao poder viver o amor pq ainda nao o encontrei, nao surgiu, e escrever sb um amor imaginario é agora o objectivo desta fase...pode ser q depois partilhe aqui passagens...nao sao nada picantes, nao será preciso bolinha,rs, será apenas preciso sentir a ternura e a emoção...
e obrigada pelas tuas palavras, pela tua força e pela tua visao sb as coisas e sb o amor em particular, q se aproxima totalmente da minha
abraço
Tens razao em tudo o q disseste. Sem duvida que a minha vida nao é apenas este detalhe, da doença, q é perfeitamente controlavel. Na minha vida tenho tanta coisa de q gosto, e tanta coisa de que gostava de partilhar com alguem especial...a minha pintura, o desenho, a minha escrita, o conviver com os amigos, as minhas conversas maliciosas que tanto fazem rir, o jogar snooker, matrecos, o ver filmes, series, o ensinar que até ha pouco tempo era a minha profissao, estando neste momento de baixa medica e a repensar se realmente devia ter sido essa a minha escolha e por isso até ao fim do ano, terei de resolver isso...mas sobretudo há algo tao bom em mim q ainda nao encontrei com quem partilhar e a isso se chama amor. O que escrevo neste momento é sb isso, sb a intensidade de um sentimento q por nao poder viver neste momento, o vivo de um modo imaginário...nao poder viver o amor pq ainda nao o encontrei, nao surgiu, e escrever sb um amor imaginario é agora o objectivo desta fase...pode ser q depois partilhe aqui passagens...nao sao nada picantes, nao será preciso bolinha,rs, será apenas preciso sentir a ternura e a emoção...
e obrigada pelas tuas palavras, pela tua força e pela tua visao sb as coisas e sb o amor em particular, q se aproxima totalmente da minha
abraço
Liliana Leite- Recruta

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